Anônima e voluntária, a ovodoação segue critérios rigorosos e pode ser decisiva para mulheres que não conseguem engravidar com os próprios óvulos

 

A doação de óvulos, também chamada de ovodoação, tem se consolidado como uma importante alternativa para mulheres que desejam engravidar, mas não podem utilizar os próprios óvulos. O tratamento, realizado por meio da Fertilização in Vitro (FIV), depende de um banco de óvulos formado por doadoras voluntárias e anônimas, que passam por uma criteriosa avaliação médica antes da coleta dos gametas.

 

No Brasil, a doação de óvulos é voluntária, anônima e não pode envolver qualquer tipo de remuneração, conforme determina o Conselho Federal de Medicina (CFM). A exceção ocorre apenas na doação entre parentes de até quarto grau de um dos receptores, conforme previsto na Resolução CFM nº 2.320/2022.

 

Conforme explica a Dra. Erica Becker, ginecologista e especialista em reprodução assistida da Huntington Pró-Criar, a candidata a doadora tem que ter entre 18 e 35 anos e, além de um exame clínico e laboratorial rigoroso, deve preencher um questionário detalhado com características pessoais e médicas, com informações sobre antecedentes e características familiares.

 

Com a aprovação, o tratamento é programado de acordo com o ciclo menstrual. Durante cerca de 10 a 14 dias, a doadora utiliza medicações hormonais para estimular a ovulação e realiza acompanhamento por ultrassonografias seriadas até a coleta dos óvulos, procedimento feito por via vaginal, sob sedação, na própria clínica.

 

“As receptoras têm acesso apenas às características físicas da doadora, como altura, peso, cor da pele, dos olhos e dos cabelos, preservando o anonimato de ambas. Para tornar essa escolha ainda mais precisa, a Huntington Pró-Criar utiliza o FenoMatch, um software que compara características faciais da doadora e da receptora”, esclarece Dra. Erica.

 

 Em que casos é indicada?

 

A ovodoação é indicada principalmente para mulheres com baixa reserva ovariana, falência ovariana precoce ou que perderam a função dos ovários após tratamentos contra o câncer. A técnica também pode ser utilizada por casais homoafetivos masculinos e por homens solteiros que desejam ter filhos.

 

“Nos tratamentos com doação de óvulos, o fator mais importante é a idade do óvulo, e não a idade do útero que irá recebê-lo. Como as doadoras têm até 35 anos, a qualidade dos óvulos contribui para aumentar as chances de sucesso da fertilização in vitro, que atualmente variam entre 55% e 60% de gravidez”, enfatiza a médica.

 

 

 Sobre a Huntington Pró-Criar

A Huntington Pró-Criar atua há 27 anos como especialista em reprodução assistida em Belo Horizonte. A clínica, que desde 2018 passou a integrar o Grupo Huntington de Medicina Reprodutiva, tem como objetivo primordial aliar procedimentos técnicos a um atendimento de excelência, primando pelo acolhimento aos seus pacientes. Fundada em fevereiro de 1999 pelo Dr. João Pedro Junqueira Caetano, especialista em Reprodução Assistida pela AMB/FEBRASGO, a Huntington Pró-Criar é formada por uma equipe multidisciplinar de ginecologistas, urologistas, embriologistas, psicólogos e enfermeiras com larga experiência em todas as áreas da reprodução humana.


atualizado em 21/09/2026 - 14:43

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